Quase uma semana após ser escolhido para a função, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, ainda não foi procurado por parlamentares governistas ou integrantes do Executivo para discutir a investigação. “Não existiu nenhum acordo em relação a irmão de Lula”, disse Gaspar ao UOL. “Todos que interessem a investigação deverão ser ouvidos. Nada de perseguição nem proteção.”
Nesta terça-feira, a CPMI se reuniu pela primeira vez para deliberar. Foi aprovado um plano de trabalho para investigar a gestão de ex-ministros da Previdência desde 2015, no governo Dilma. Quatro ex-ministros foram convidados.
Governistas querem que os debates da CPMI ressaltem o problema dos descontos associativos no INSS a longo prazo, demonstrando que já havia acordos com entidades no governo Bolsonaro e nos anteriores.
Também querem “separar o joio do trigo”, argumentando que nem todos os descontos eram irregulares, com alguns autorizados pelos aposentados.
Há um esforço para preservar a Contag (Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura), entidade investigada com vínculos com o PT. Governistas ressaltam que os descontos da Contag não aumentaram tão abruptamente quanto em outras entidades, como Conafer e Ambec.
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