O Psol lançou seis candidaturas de cinco estados diferentes para ocupar vagas na Câmara dos Deputados como representantes de religiões de matriz africana visando representação no Congresso Nacional. Os representantes são praticantes, pesquisadores e educadores.

Os candidatos são Adriano Fiúza pelo Distrito Federal, Mãe Su de Nanã por São Paulo, Renato Fonseca em Pernambuco, Wesley Mendes na Bahia e Mãe Bernadete de Oxóssi na Bahia e Ariane Magalhães pelo Rio de Janeiro.

A articulação nacional se define como “bancada da macumba”. De acordo com o Psol, o termo foi assumido como identidade política popular e de enfrentamento ao racismo.

“Os candidatos afirmam que a palavra foi historicamente utilizada para criminalizar, inferiorizar e perseguir as tradições de matriz africana”, diz o partido.

Macumba é um instrumento musical de percussão de origem africana e também associado a praticas de alguns cultos afro-brasileiros. Muitas vezes a expressão é utilizada de forma pejorativa para se referir a religiões de matriz africana.

“Ninguém pode falar melhor por nós do que nós mesmos. Enquanto não tivermos macumbeiros e macumbeiras ocupando os parlamentos, continuaremos sendo lembrados apenas em momentos pontuais”, dizem os candidatos à Câmara dos Deputados.

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