O promotor de Justiça, Antônio Forte disse que temas como drogas e facções criminosas deixaram de ser discutidos nas escolas por medo de represálias e ameaças dos grupos criminosos que atuam em Fortaleza e no interior do estado.
A afirmação é do promotor é resultados iniciais do Projeto “Fala que Salva”, que visa a prevenção ao uso de drogas e à influência das facções criminosas nas escolas de Fortaleza.
“Nas escolas públicas, sobretudo em territórios mais vulneráveis, assuntos sobre drogas e facções criminosas não são mais falados pelos professores, no sentido de orientar e prevenir os alunos. Há a lei do silêncio imposta pelas facções criminosas nesses ambientes escolares”, afirma o promotor de Justiça.
Antônio esclarece ainda que o medo de tocar nesses assuntos se intensificou após o assassinato de Geraldo Tapeba, diretor da Escola Índigena Narcísio Ferreira Matos, em Caucaia.
O diretor escolar foi morto, de acordo com o promotor, por disparo de arma de fogo no dia 4 de março de 2024 por proibir o uso e o comércio de drogas na unidade de ensino.
Em razão disso, a ação promove visitas e palestras educativas, distribui materiais informativos e divulga canais institucionais de apoio nas unidades de ensino para aproximar estudantes, famílias e equipes pedagógicas.
Conforme Antônio, a meta é reduzir a influência de facções criminosas nas escolas, garantir proteção a professores e ampliar o acesso dos estudantes a informações seguras.
“Às vezes, o jovem no contexto de um bairro dominado por facção criminosa, se sente pressionado a aderir à facção. Mas na escola, ele escuta uma palestra, se sente legitimado e pensa ‘eu não sou obrigado a aderir’. Existem outros caminhos diversos da venda de drogas e das facções”, comenta Antônio.






