Integrantes da cúpula do Ministério Público Federal (MPF) relataram, sob reserva, estarem sentido “desânimo” após a revelação de que o seu superior, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, foi citado na investigação envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. As informações são do Poder360.

De acordo com as fontes, que fazem parte do Conselho Superior do MPF, o inquérito deveria ficar sob os cuidados do vice-PGR, Hindemburgo Chateaubriand. Eles avaliam ainda como impróprio o pedido de Gonet para que as investigações sejam consideradas nulas, tendo em vista que seu nome está envolvido no caso.

Para as fontes, o correto seria aplicar a Lei Orgânica do Ministério Público da União, que prevê que investigações contra o PGR cabem ao Conselho Superior sob o comando de um subprocurador-geral isento. O dispositivo está previsto no inciso 10, do artigo 57 da Lei Complementar nº 75 de 1993.

O relatório da Polícia Federal (PF) aponta que Vorcaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que o protegesse junto a Gonet e ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.

Mensagens de Paulo Gonet encaminhadas pelo advogado Ciro Soares a Daniel Vorcaro indicam ainda que o PGR teria pedido “charutos” e “whisky Macallan” ao ser convidado para palestrar em um evento organizado pelo fundador do Master.

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