Os preços dos ovos encerraram a primeira quinzena de janeiro com fortes altas em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). Apenas entre 7 e 14 de janeiro, o aumento do valor da proteína alcançou quase 60%, conforme os levantamentos.
Segundo o Centro de Pesquisas, a retomada do consumo no varejo melhorou o ritmo de vendas e sustentou as cotações.
A disparada nos preços, embora expressiva, tem uma explicação econômica conhecida no setor e que afeta diretamente o bolso das famílias brasileiras. Tradicionalmente, o mês de janeiro é marcado por um orçamento doméstico mais apertado. Após os gastos com festas de fim de ano e viagens, chegam as despesas sazonais obrigatórias, como IPVA, IPTU e compra de material escolar.
Nesse cenário, é comum que o consumidor busque alternativas mais econômicas para a alimentação diária. Ocorre, então, o chamado “efeito substituição”: as carnes mais nobres (bovina e cortes suínos mais caros) dão lugar a proteínas mais acessíveis. O ovo, sendo a proteína mais barata disponível no mercado, torna-se a primeira opção de compra para muitas famílias, elevando a procura e, consequentemente, o preço.






