A polêmica em torno do chamado “PL da Dosimetria” ganhou força nesta sexta-feira, 19, e provocou reação de parlamentares da oposição. Originalmente concebida como um projeto de anistia ampla, total e irrestrita para os condenados pela suposta tentativa de golpe, a proposta agora corre o risco de se transformar em um mero instrumento de redução de penas, depois da decisão do relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP) de alterar o mérito da proposição.
A medida gerou reação imediata entre a oposição. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) classificou a proposta como uma “patifaria” em suas redes sociais. Jordy compartilhou um vídeo em que o relator Paulinho, o ex-presidente Michel Temer e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) discutem um suposto “pacto republicano” em consonância com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Executivo, formalizando a mudança de nome para PL da Dosimetria. “Não aceitaremos nada que não seja a anistia ampla, geral e irrestrita”, escreveu Jordy.
No entanto, aliados de Bolsonaro entendem que a redução das penas não resolve o problema e que vão insistir na anistia, como explica o deputado Alberto Fraga.
“Então é vergonhosa essa atitude agora. Não sei se o relator vai aceitar isso, nós vamos brigar, nós queremos uma anistia ampla, geral e restrita. Agora, aqueles que quebraram o patrimônio público, que depredaram, que fizeram o vandalismo e causaram danos, esses têm que pagar. Agora, não 17 anos de cadeia. Estão dizendo aí até tentativa de golpe, golpe sem arma, golpe sem violência. Então é difícil, por isso que nós vamos lutar por uma anistia ampla.”







