A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu continuar as negociações de delação premiada com o banqueiro Daniel Vorcaro, mesmo após a Polícia Federal (PF) rejeitar a primeira proposta apresentada pela defesa do empresário. A avaliação de procuradores é de que o conteúdo entregue até agora foi insuficiente, mas ainda pode render novos elementos para a investigação.

Segundo informações divulgadas pelo SBT News, a PGR solicitou complementações ao ex-dono do Banco Master. Integrantes do órgão acreditam que Vorcaro pode fornecer informações sobre supostas fraudes bilionárias no sistema financeiro e possíveis relações políticas ligadas ao caso.

Nos bastidores, procuradores avaliam que acordos desse tipo normalmente passam por várias etapas até serem fechados. Por isso, uma nova rodada de negociações entre a defesa do banqueiro e investigadores deve ocorrer nos próximos dias.

A rejeição da proposta foi comunicada nesta quarta-feira (20) pela Polícia Federal aos advogados do empresário. O entendimento inicial da corporação é de que a colaboração apresentada omitiu personagens considerados importantes nas apurações.

Além disso, investigadores apontam que o material entregue trouxe poucas informações inéditas em comparação ao que já foi reunido pela Operação Compliance Zero. A suspeita da PF é de que a primeira proposta tenha tentado preservar aliados políticos e autoridades.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, também foi informado sobre a decisão da Polícia Federal. Apesar da negativa da corporação, a PGR ainda poderá avançar sozinha na análise da delação.

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