O presidente do União Brasil no Ceará, Capitão Wagner, fez uma postagem nas redes sociais, comentando sobre a operação da polícia federal que ocorreu ontem (08) especialmente contra o deputado federal Junior Mano (PSB-CE), descrevendo como um escândalo milionário que era apenas a ponta do iceberg.
O deputado Junior Mano (PSB-CE) foi com seu perfil oficial na publicação do Capitão Wagner fazer críticas pessoais ao ex-deputado federal cearense, que em resposta disse: “Pegou ar?” Se explique à justiça! Não faço alianças com integrantes de facção”. Lembrando que Bebeto Queiroz (Foto) um dos alvos dessa operação, e que está foragido há 7 meses, é parceiro eleitoral do deputado federal Junior Mano. O ex-prefeito de Choro, inclusive, é investigado por diversos crimes.
A policial federal afirma ao Supremo Tribunal Federal, que o deputado federal Junior Mano (PSB) teve “participação central” na organização criminosa que usava recursos públicos para comprar votos em diversas cidades cearenses.
Segundo relatório da PF, “a atuação do parlamentar extrapola a esfera meramente política, configurando-se como operador ativo da engrenagem criminosa”. A conclusão foi tirada a partir de mensagens trocadas entre Bebeto Queiroz (PSB), prefeito cassado de Choró, e interlocutores ligados ao deputado.
Os indícios colhidos ao longo da investigação mostram que o grupo autorizava a destinação de emendas parlamentares, inclusive de terceiros, para prefeituras previamente cooptadas, mediante exigência de retorno financeiro na ordem de 12%, tratado como “imposto” ou “pedágio”. O esquema aconteceria por meio de empresas de fachada, que lavariam o dinheiro.
O cruzamento de dados dos sistemas do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Tribunal de Contas do Ceará (TCE-CE) revelou que essas empresas movimentaram cerca de R$ 455,5 milhões entre 2023 e 2025, dos quais ao menos R$ 91,9 milhões têm origem comprovada em recursos federais enviados aos municípios cearenses.
A PF também constatou a existência de uma “cadeia hierárquica interna bem definida e o temor de represálias diante de qualquer desconformidade nas remessas de valores”.
O inquérito da Polícia Federal foi aberto em setembro do ano passado, em meio às eleições municipais. Os trabalhos avançaram e, nesta terça-feira, Junior Mano foi alvo de operação. Agentes da operação Underhand cumpriram diligências no gabinete do deputado em Brasília e também no Ceará, em endereços de Fortaleza, Nova Russas, Eusébio, Canindé e Baixio. Em nota, o deputado nega envolvimento e diz que “a verdade dos fatos prevalecerá”.








