Parte do muro do Aeroporto Internacional Pinto Martins voltou a ceder após fortes chuvas registradas no fim de semana, ampliando os danos na região da Vila Gomes, em Fortaleza. O novo desabamento ocorreu poucos dias depois da primeira queda, registrada em 13 de abril, e reacendeu o temor entre moradores afetados.
Parte do muro voltou a cair após o acumulado de mais de 120 mm de precipitação na últimas 24 horas na capital cearense. O trecho onde ocorreram os desabamentos está inserido em uma área que passa por intervenções ligadas à implantação de um complexo logístico privado, envolvendo a Aerotrópolis Empreendimentos e a Fraport Brasil, concessionária responsável pelo aeroporto.
Desde a primeira ocorrência, equipes iniciaram ações para tentar melhorar o escoamento da água, incluindo a abertura de um canal provisório. No entanto, a interrupção dessas intervenções teria contribuído para o acúmulo de água na área afetada, aumentando a pressão sobre a estrutura já comprometida.
O caso ocorre em meio a críticas dos moradores da região, relacionadas à retirada de vegetação na chamada “Floresta do Aeroporto”, onde o desmatamento de uma extensa área teria alterado a dinâmica natural de drenagem.
As reclamações se baseiam na tese de que, sem a cobertura vegetal, o terreno ficou mais vulnerável ao volume de chuvas, o que pode ter intensificado os impactos e contribuído para os sucessivos desabamentos.
Moradores relatam prejuízos materiais e seguem convivendo com o risco de novos alagamentos, enquanto aguardam soluções definitivas para o problema.
A Defesa Civil de Fortaleza (DCFor) ressaltou que atua de forma ininterrupta no monitoramento e no controle de providências após as fortes chuvas registradas entre os dias 12 e 13 de abril, que resultaram no desabamento de um muro e outros danos na Vila Gomes.
O órgão pontua que estabeleceu um diálogo com a gestão da empresa Aerotropolis, com a participação da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Em seguida, notificou a empresa detalhando o contexto, fundamentações legais e o plano de medidas urgentes.







