O dono da Life, André Mariano, estaria no centro do esquema, e seria responsável pelo pagamento de propina a servidores e lobistas que o ajudavam a arrecadar recursos públicos (imagem acima). Ele teria, inclusive, pago duas viagens da ex-nora do presidente a Brasília.
Carla foi casada por 20 anos com o filho mais velho de Lula, Marcos Cláudio Lula da Silva. Ela teria conhecido André Mariano por meio de um secretário municipal de Hortolândia, Fernando Gomes Moraes, e de Kalil Bittar.
Segundo a PF, o secretário intermediava agendamentos do empresário com ela. Depois disso, o município realizava licitações que eram direcionadas a Life.
O encontro de Carla com o ministro da Educação aconteceu justamente no período em que ela teria sido mais ativa nesse esquema. O inquérito, contudo, não esclarece qual seria o seu grau de influência dela junto ao governo federal, nem se ela teria recebido propina de Mariano.
Para a PF, “a dinâmica dos agendamentos, muitas vezes demonstra que Carla defende os interesses privados de Mariano junto a órgãos públicos, principalmente na busca por recursos e contratos”.
Além disso, no dia 14 de maio de 2024, o próprio André Mariano esteve em Brasília para uma reunião no FNDE sobre “livros paradidáticos, material para alunos e bibliotecas”. Participaram do encontro a então presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba; e Nadja Cezar, coordenadora-geral do FNDE. O encontro está na agenda oficial da autarquia.
Além de André Mariano, também esteve no encontro o lobista Magno Romero, e os representantes de duas outras empresas.