O Ministério Público do Trabalho (MPT) anunciou nesta quarta-feira, 15, a abertura de um procedimento para apurar denúncias de assédio sexual e moral na fábrica da BYD, em Camaçari (BA). O Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari tornou as acusações públicas. De acordo com o MPT, em um vídeo publicado nas redes sociais, o sindicato afirmou ter recebido “dezenas” de relatos de assédio sexual e “centenas” de denúncias de assédio moral de trabalhadores da montadora.
Apesar das declarações públicas, a entidade ainda não apresentou uma denúncia formal ao MPT. Mesmo assim, o órgão decidiu abrir um procedimento preliminar para apurar os fatos.
O MPT informou que convocará representantes da entidade para apresentar as informações que embasam as acusações. O órgão também investiga um caso de suposto assédio moral na empresa, ainda em fase preliminar.
Ao site do jornal baiano Correio, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Julio Bonfim, afirmou que recebeu relatos de mulheres do setor operacional que afirmam ter sofrido assédio.
“Elas têm sido perseguidas tanto por líderes chineses quanto brasileiros”, disse Bonfim. “São mais chineses, mas os dois lados têm feito. O assédio moral é muito intenso na fábrica e é um trampolim para o assédio sexual, a partir do momento em que a pessoa se sente à vontade para perseguir um profissional pelo cargo que ocupa.”
Segundo Bonfim, o sindicato enfrenta dificuldades para identificar o número total de vítimas, já que muitas trabalhadoras evitam denunciar os casos







