Passagem de ônibus aumentará em Fortaleza a partir de janeiro de 2026, informa a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor). O valor da tarifa inteira deixará de ser R$ 4,50 e passará para R$ 5,40, agora, o novo reajuste acrescenta R$ 0,90 ao valor atual de R$ 4,50 (2023), o que representa um aumento de cerca de 20%.
O aumento vem mesmo após o prefeito Evandro Leitão (PT), ter prometido publicamente que não faria esse tipo de aumento, sendo o maior aumento da história.
A Etufor divulgou, no início da tarde do último sábado, 22, que o valor é consenso entre o órgão da gestão municipal e o Sindiônibus.
Empresa anuncia renovação de frota com mais 120 coletivos, além do aumento de 72% para 100% da frota climatizada.
Em manifestação gravada em vídeo, o presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira, disse que a implementação ainda será discutida com as empresas operadoras. “Ainda vou ter que me reunir com as empresas para estudar como é que nós vamos viabilizar isso, porque é um desafio. Nós temos toda uma dificuldade com o financiamento, o valor dos ônibus”.
A Etufor ainda não detalhou se os valores da Hora Social e da Tarifa Social serão atualizados. Em dias úteis, entre 9h e 11 horas e das 14h às 16 horas, a tarifa inteira é reduzida para R$ 3,90. Já em domingos e nos feriados de 31 de dezembro, 1º de janeiro e 13 de abril (aniversário de Fortaleza), o valor também é reduzido para R$ 3,90.
De acordo com a Etufor, a nova tarifa vai impactar 9% dos usuários do sistema.”Hoje, 68% dos passageiros utilizam o Vale Transporte, pago por empresas. E 23% são beneficiados por gratuidades, como idosos e pessoas com deficiência e esse valor já é pago integralmente pela Prefeitura”, afirmou, em nota, o presidente da Etufor, George Dantas.
A Etufor explica que o novo valor é motivado pela queda de 45% no número de passageiros desde 2019. Como mostrado pelo O POVO, o percentual da demanda por passageiros tem diminuído.
A Prefeitura ainda justifica como fator preponderante para o aumento dos custos operacionais, como combustível (6,59%), peças (31,65%), veículos (27,98%) e salários (16,01%).
Para quem depende diariamente do transporte coletivo, a nova tarifa já preocupa. A assistente administrativa Milena Santos, 26, costuma pegar ônibus cinco dias por semana para trabalhar. Ela conta que não esperava um aumento tão expressivo. “Eu sabia que ia aumentar, mas não que seriam R$ 0,90. Com certeza vai impactar, considerando a frequência com que utilizo o ônibus para trabalho e outras atividades. É um valor que se acumula”, afirma.
Ela diz ainda que já vinha alternando o transporte público com viagens de aplicativo. “Eu já pego em alguns dias na semana para ir trabalhar. Agora, acho que vou pegar bem mais. No fim das contas, ir de moto de casa pro trabalho vai sair quase no mesmo valor da passagem de ônibus.”






