O jornal norte-americano The Washington Post publicou, nesta quarta-feira, 24, um levantamento que comparou respostas de diferentes plataformas de inteligência artificial (IA) sobre temas políticos e sociais. A análise concluiu que o modelo que alimenta o ChatGPT apresentou argumentos alinhados à esquerda em cerca de 80% das respostas avaliadas.
O estudo buscou identificar possíveis tendências ideológicas em chatbots de IA. Para isso, pesquisadores analisaram modelos desenvolvidos por OpenAI, Google, Anthropic, xAI e DeepSeek.
Os testes utilizaram 29 perguntas elaboradas por pesquisadores das universidades Stanford e Dartmouth. As questões abordavam temas frequentemente presentes no debate político, como imigração, controle de armas, cotas raciais, pena de morte, impostos e programas de diversidade.
Segundo o levantamento, o ChatGPT foi o sistema que mais apresentou respostas classificadas como “progressistas”. Em todo o teste, o modelo produziu apenas uma resposta exclusivamente conservadora.
A análise apontou o Gemini, do Google, como o chatbot mais equilibrado entre os avaliados. Em mais de 90% das respostas, o sistema apresentou argumentos associados tanto à esquerda quanto à direita.
Já o Grok, desenvolvido pela xAI, empresa de Elon Musk, mostrou posições mais conservadoras do que os demais concorrentes. Mesmo assim, os pesquisadores identificaram argumentos de esquerda com maior frequência do que respostas alinhadas à direita.






