As crianças do estado do Ceará poderão ficar sem atendimento cirúrgico de urgência, emergência e eletivo, isso porque o governo do Estado, comandado por Elmano de Freitas, não renovou contratos encerrados há 1 ano com equipes de cirurgias pediátricas. O Hospital Geral Waldemar de Alcântara por exemplo, que tem 98 leitos pediátricos, incluindo unidades de alta complexidade, como: Unidade de médio risco neonatal, Unidade de pacientes crônicos, UTI Neonatal e UTI Pediátrica, já completou 30 dias sem equipe de cirurgia pediátrica.
Nesse período, o hospital deixou de receber pacientes com demanda cirúrgica e, nos casos já internados que necessitaram de avaliação ou procedimento, buscou realizar transferência para o hospital Alberto Sabim, muitas vezes sem sucesso e causando dano aos pacientes devido a demora.
“Hoje 01 de outubro, o hospital de maior complexidade obstétrica e neonatal do Ceará, o HGF, também deixa de contar com equipe de cirurgia pediátrica 24h como determina o Art. 18 da Resolução nº 7, de 24 de fevereiro de 2010, do Ministério da Saúde/ANVISA (A presença do cirurgião pediátrico à beira-leito é obrigatória para o funcionamento das UTIs pediátricas e neonatais). Não sabemos quantas vidas serão perdidas a partir de hoje”, afirmou a suplente de deputada federal e médica Dra. Mayra.
Muitos recém nascidos graves não tem sequer a possibilidade de transferência. E no dia 21 de outubro próximo, o Albert Sabim também encerará o contrato com cirurgia pediátrica. O hospital conta com equipe reduzida de cirurgiões que são servidores públicos e já tem uma fila de espera para cirurgias eletivas de milhares de crianças, além ser porta aberta para todas as urgências e emergências pediátricas do estado inteiro.
Lamentável que diante da gravidade desse fato e da possibilidade de desfechos para sequelas e mortes de crianças, não haja a sinalização de qualquer providência por parte do governo do estado.
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