O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, negou nesta terça-feira, 11, que trocará o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu vice de chapa e chamou de “farsa” as acusações de estupro contra o deputado.
“Essa farsa que foi montada contra o Alfredo foi exatamente no momento em que ele estava defendendo os aposentados, roubados pelo governo do PT, inclusive pedindo prisão”, declarou a jornalistas, antes de encontro com os candidatos do PL ao Senado, em Brasília. “Foi feito isso contra ele, pessoa do bem, uma pessoa preparada, da área da segurança pública.”
Gaspar foi relator da CPMI do INSS, que investigou descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.
Flávio destaca ‘capilaridade’ de candidatos ao Senado
Durante a entrevista, Flávio reafirmou que o PL já definiu apoio a 47 candidatos ao Senado em todo o Brasil. Segundo ele, a composição dará “uma capilaridade gigantesca” à candidatura presidencial. A lista completa foi publicada por Oeste na última sexta-feira, 7.
O candidato ressaltou que haverá uma orientação geral para as campanhas, mas que cada Estado terá liberdade para adaptar o discurso à realidade local. “Cada Estado tem a sua realidade, mas tem uma linha geral”, afirmou. Para ele, os candidatos apoiados pelo PL terão acesso direto à Presidência para levar demandas de suas regiões.
Ao falar sobre a estratégia para o Senado, Flávio afirmou que pretende contar com uma base ampla para aprovar mudanças constitucionais e na legislação penal. Entre as propostas citadas estão a redução da maioridade penal, o endurecimento das penas para crimes violentos e a classificação do Primeiro Comando da Capital, do Comando Vermelho e de milícias como organizações terroristas.
O candidato também voltou a atacar o governo Lula pela situação fiscal. Segundo Flávio, o próximo governo herdará um cenário de deterioração das contas públicas e terá de rever despesas nas áreas de saúde e educação.








