O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor da pena de 14 anos de prisão, em regime inicial fechado, para a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, acusada de ter colocado a frase com um batom “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, que fica em frente ao prédio da Corte. O magistrado acompanhou o entendimento do relator do caso no STF, o ministro Alexandre de Moraes.
A Primeira Turma do Supremo está responsável pelo julgamento do caso. Os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin ainda não registraram voto no plenário virtual – o prazo segue até a próxima sexta-feira (28).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) atribui cinco crimes a Débora – golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Ela está presa na Penitenciária Feminina de Rio Claro, em São Paulo.
Bolsonaro escreveu em seu perfil no X (antigo Twitter) que “Débora, mãe de dois filhos, conta com Deus e depois o Congresso para que tamanha injustiça tenha um fim com aprovação da anistia”.