Sônia Guajajara, ex-ministra dos Povos Indígenas no governo Lula, afirmou em debate na PUC-SP, no dia 11 de agosto, que é “curioso” que terremotos tenham ocorrido em países que, segundo ela, seriam “ocupados pela extrema direita radical”, referindo-se à Colômbia e à Venezuela. Sua declaração gerou polêmica nas redes sociais, já que a Colômbia, sob um novo governo conservador desde 7 de agosto, e a Venezuela, sob uma ditadura chavista, apresentam realidades políticas distintas e não têm qualquer relação com desastres naturais.
A deputada federal Sônia Guajajara (Psol-SP), ex-ministra dos Povos Indígenas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou, durante um debate realizado na última terça-feira, 11, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), que considera “curioso” o fato de terremotos terem ocorrido em países que, segundo ela, teriam sido “ocupados pela extrema direita radical”.
A declaração foi feita durante um painel sobre “racismo ambiental” e “justiça climática”, que contou também com a participação da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e da deputada estadual Ediane Maria (Psol-SP).
Ao comentar eventos recentes na Colômbia e na Venezuela, Guajajara declarou: “Estranhamente, nos países ocupados pela extrema direita aconteceram terremotos”, ao sugerir uma relação entre os desastres naturais e o cenário político desses países.
A afirmação gerou questionamentos nas redes sociais por atribuir a dois países uma orientação política que não corresponde integralmente à realidade. A Colômbia passou por uma mudança de governo em 7 de agosto de 2026, quando tomou posse o presidente conservador Abelardo de la Espriella.
Já a Venezuela continua sob sob a ditadura chavista, sucessor do modelo político implantado por Hugo Chávez e mantido por seus aliados, mesmo depois da saída de Nicolás Maduro do comando do governo. Assim, a declaração de Guajajara colocou no mesmo grupo político dois países com realidades distintas.






