O chef francês Erick Jacquin criticou, na terça-feira 13, uma publicação do veículo francês Public Sénat sobre a disputa presidencial brasileira. Em comentário nas redes sociais, ele contestou a análise de que uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) representaria um avanço em direção a um regime autoritário no Brasil. Jacquin também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Tem que se informar sobre a situação e realidade do governo Lula, eles destruíram o Brasil, os jornalistas franceses estão cegos”, escreveu o chef. “Pare de dizer disparates, por favor.”

O Public Sénat publicou o conteúdo no Instagram em 5 de outubro, um dia depois do primeiro turno das eleições brasileiras. O texto reúne avaliações da historiadora Armelle Enders, sobre os possíveis efeitos políticos de uma vitória de Flávio.

A publicação francesa apresenta Flávio como filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e descreve o pai como um líder de “extrema direita”. O texto também analisa a polarização política brasileira e as diferenças entre os projetos defendidos pelos dois candidatos à Presidência.

A avaliação sobre um possível avanço autoritário é atribuída a Enders, professora da Universidade Paris VIII e pesquisadora da política brasileira. A historiadora afirma que uma vitória de Flávio poderia alterar o funcionamento das instituições e a orientação política do país.

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