Treze pessoas presas no contexto das polêmicas eleições do ano passado na Venezuela foram libertadas por autoridades do regime Maduro, informou neste domingo (24) o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos, uma organização civil de defesa dos direitos humanos e familiares de detentos. As liberações ocorrem em meio a um momento em que o ditador enfrenta pressão dos Estados Unidos, que visam prendê-lo.
Após as autoridades eleitorais venezuelanas declararem Maduro vencedor das eleições presidenciais – em meio a questionamentos da oposição e da comunidade internacional, que não reconheceu esses resultados -, irromperam protestos nas ruas nos quais 28 pessoas morreram, 220 ficaram feridas e pelo menos 2 mil foram detidas, segundo cifras oficiais.
Em um comunicado divulgado na rede social X, o Comitê celebrou o reencontro e a alegria das famílias dos libertados, mas alertou sobre um suposto “uso arbitrário dessas libertações” que “aumenta a incerteza daqueles que ainda esperam pela liberdade”. Segundo a organização, várias pessoas “doentes” continuam presas na cadeia de Tocorón, assim como mais de dez estariam “isolados e incomunicáveis” em prisões.
Além disso, o comitê indicou que permanecem encarcerados quatro adolescentes, assim como mulheres, sindicalistas, estudantes, ativistas e estrangeiros. As autoridades venezuelanas negam que haja detenção de opositores por razões políticas e afirmam que, na verdade, eles fazem parte de complôs para desestabilizar o governo.
O governo venezuelano não se pronunciou sobre as recentes libertações. Entre os libertados neste domingo estão o ex-deputado Américo de Grazia, conforme confirmado por sua filha Andreina de Grazia no Instagram. Outra das pessoas postas em liberdade é o pré-candidato presidencial Pedro Guanipa, conforme confirmado por seu irmão, Tomás Guanipa.
O irmão de ambos, Juan Pablo Guanipa, líder político próximo à opositora María Corina Machado, está preso desde maio. De acordo com o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos, mil pessoas continuam detidas “por razões políticas”. Por sua vez, a organização civil Foro Penal contabilizou em 815 os presos no contexto de crise pós-eleitoral no país sul-americano.







