O deputado estadual Queiroz Filho (PDT) cobrou, por meio de vídeo publicado nas redes sociais, nesta segunda-feira (7), uma investigação do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) sobre uma falha técnica nas obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza. A Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) admitiu que há um desnível de 2,835 metros no encaixe dos túneis, nas imediações do Colégio Militar. O incidente levanta sérios questionamentos sobre a precisão e a segurança das técnicas de escavação utilizadas em um projeto de infraestrutura de tamanha magnitude e investimento público. A obra do Metrofor, essencial para a mobilidade urbana de Fortaleza, já enfrenta histórico de atrasos e intercorrências. Este novo “erro técnico” adiciona uma camada de preocupação quanto ao cronograma, aos custos e, principalmente, à integridade da construção e do subsolo da região afetada.
A responsabilidade técnica pelo planejamento e execução da escavação com o “tatuzão” recai sobre o consórcio responsável pela obra e a supervisão da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor). Diante da gravidade do ocorrido, é imperativo que as autoridades competentes se manifestem com urgência, esclarecendo as causas do desvio, as medidas que serão tomadas para corrigir o problema e como garantir que falhas como essa não se repitam.
O deputado também alertou para o uso de recursos federais na construção. “É bom os tribunais de contas, tanto o Tribunal de Contas do Estado quanto a própria CGU, ficarem de olho porque aqui tem muito dinheiro federal enterrado nessa obra que não fica pronta nunca”, afirmou.
Em um dos registros, uma seta verde aponta para o local onde o “tatuzão” efetivamente rompeu a superfície, claramente distante da área que, segundo o planejamento da obra, deveria ser o ponto de saída da tuneladora. Outra imagem, com um círculo em destaque, reforça a área onde os trabalhos de monitoramento e, presumivelmente, a saída correta eram esperados. Um close-up do buraco resultante da perfuração equivocada expõe a natureza da falha e os potenciais impactos na estrutura da obra.
A população de Fortaleza, que aguarda ansiosamente pela conclusão e operação plena do Metrofor, merece uma explicação detalhada e transparente sobre este incidente. O desvio de três metros na perfuração do “tatuzão” não é um mero detalhe técnico; ele representa um potencial risco e um sinal de alerta para a necessidade de rigor e fiscalização em todas as etapas desta obra crucial para o desenvolvimento da capital cearense.







