A deputada federal Luizianne Lins (PT) protocolou uma representação junto à Procuradoria-Geral Eleitoral do Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF) pedindo investigação sobre supostas ilegalidades cometidas durante o 2º Seminário Nacional de Comunicação do Partido Liberal (PL). O evento aconteceu na última sexta-feira (30), em Fortaleza.
O evento discutiu política e comunicação digital e, além de contar com as participações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outras lideranças locais do PL, teve apoio de “Big Techs” como Meta, Google e X. As empresas realizaram treinamentos voltados aos apoiadores do partido.
Segundo Luizianne, o foco era o “o treinamento de militantes políticos com técnicas digitais avançadas voltadas para atuação eleitoral”. “Estamos diante de um caso grave de possível transferência de know-how técnico de empresas privadas para um único partido político, com indícios de favorecimento eleitoral e manipulação em larga escala”, diz a deputada.
Ela afirma ainda que o treinamento estratégico a militantes do PL pode representar “uma ameaça à isonomia eleitoral e à legitimidade do processo democrático”. A representação movida por ela pede ao MP a abertura de investigação, requisição de documentos e eventual ajuizamento de medidas cautelares para impedir que novas ações semelhantes ocorram antes das eleições de 2026. Também solicita esclarecimentos das empresas envolvidas e análise de suposta doação ilegal de bens e serviços, prática vedada pela legislação eleitoral.
A assessoria do presidente do PL no Ceará, deputado Carmelo Neto, informou que o partido ainda não foi notificado sobre a ação e vai se manifestar apenas depois desse procedimento.







