O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou nesta quarta-feira (30) que ele será candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, contrariando uma declaração do presidente estadual do partido, deputado federal Euclydes Pettersen, que havia dito que o parlamentar ainda não tinha definido a disputa pelo cargo.
A divergência ocorre após o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (SP), confirmar à GloboNews que Cleitinho não será o candidato da legenda ao governo de Minas.
Em nota assinada pelas executivas estadual e nacional do partido, a sigla afirmou que a ausência do senador na convenção estadual, realizada no último sábado (25), “representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis”.
Segundo o Republicanos, o partido aguardou durante meses uma definição de Cleitinho, mas a candidatura não teria sido formalmente assumida pelo senador. A legenda afirmou ainda que trabalhou para viabilizar o projeto, mas decidiu reorganizar sua estratégia eleitoral.
Após a decisão, o partido anunciou apoio ao ex-secretário de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP), que deve disputar o governo do estado. A posição do partido ocorre após Cleitinho não participar da convenção estadual no último sábado (25). Na ocasião, o presidente estadual do partido chegou a afirmar que o nome de Cleitinho, para o governo de Minas ainda seria avaliado.
Na terça-feira (28), após pesquisa Quest mostrar Cleitinho liderando na disputa pelo governo, o senador publicou nas redes sociais um vídeo produzido com inteligência artificial em que versões recriadas digitalmente do pai e do irmão, ambos mortos, aparecem incentivando o senador a “ir em frente” e “fazer o que tem que ser feito”.
A postagem foi feita horas após a divulgação da pesquisa Quaest, que o colocou na liderança dos cenários para o governo de Minas Gerais, em meio às indefinições sobre sua candidatura.
A indefinição também era acompanhada pelo PL, que aguardava uma decisão de Cleitinho para definir o palanque em Minas do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, criticou a demora e afirmou que o senador teria “perdido o timing” para a construção de alianças.








