O Ceará tinha 13.625 pessoas em situação de rua em outubro deste ano, o que representa cerca de 3,8% do total das 358.533 pessoas em situação de rua no Brasil. O Estado é o 7º com do país e o 2º do nordeste com os piores índices no quesito.
O destaque, porém, fica com a região sudeste. No estado de São Paulo, estão 148.730 pessoas em situação de rua, das quais 99.477 vivem na capital. O Rio de Janeiro tem 33.081 pessoas nessa situação e Minas Gerais tem 32.685. Os três estados juntos somam cerca de 60% da população em situação de rua no país.
Outros destaques foram Paraná (17.091 pessoas), Bahia (16.603), Rio Grande do Sul (15.906), Santa Catarina (11.805) e Roraima (9.954).
Os números de Roraima chamam atenção por serem maiores do que Estados como Distrito Federal, Pernambuco e Amazonas, que possuem populações maiores. Comparando, a capital de Roraima, Boa Vista, tem menos de 500 mil habitantes, enquanto Brasília, Recife e Manaus têm mais de 1,5 milhão de moradores. Proporcionalmente, a quantidade de pessoas em situação de rua é alarmante.
Os dados são do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com População em Situação de Rua (OBPopRua), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O levantamento considera dados da plataforma CadÚnico, que centraliza os registros de assistência social a partir dos municípios.
“O descumprimento da Constituição Federal de 1988 com as pessoas em situação de rua continua no Brasil, com pouquíssimos avanços na garantia de direitos dessa população, majoritariamente negra e historicamente tão vulnerabilizada no nosso país”, afirma o Observatório, em nota.
Os pesquisadores também chamaram atenção para a falta de transparência nos dados sobre a população em situação de rua e destacam que essas informações deveriam ser públicas, abertas, transparentes e acessíveis a toda a sociedade.
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