Em meio a escalada das tensões internas no bolsonarismo, uma carta atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), divulgada neste domingo (1/3) pelo entorno de Michelle Bolsonaro (PL), defende a ex-primeira-dama, recomenda que ela adie um envolvimento mais ativo na política até março deste ano e prega a união da direita.
Bolsonaro prosseguiu pregando harmonia no campo conservador: “Numa campanha majoritária, bem como nas cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados. Meu muito obrigado a todos pelo carinho e consideração. Da nossa união, o futuro do Brasil. Jair Bolsonaro.”
Escreveu Jair Bolsonaro na carta: “Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, pátria, família e liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”.
O documento termina com um agradecimento: “Meu muito obrigado a todos pelo carinho e consideração”, seguido da frase: “Da nossa união, o futuro do Brasil”. Bolsonaro está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
A divulgação ocorre em um momento de rearranjo e disputa por protagonismo no campo bolsonarista. Michelle é cotada para disputar uma das duas vagas ao Senado pelo Distrito Federal. Ao mesmo tempo, as desavenças públicas entre ela e os filhos do ex-presidente escalaram nas últimas semanas, expondo fissuras internas no grupo.
Nos bastidores, aliados relatam incômodo com o que classificam como disputa por espaço e influência sobre o projeto político de 2026. Há ainda quem diga que Michelle não estaria plenamente alinhada ao projeto de Flávio para a corrida presidencial e que veria com simpatia uma eventual candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao Palácio do Planalto.







