O presidente da Federação União Progressista no Ceará, Capitão Wagner, negou qualquer possibilidade de adesão do grupo à chapa do governador Elmano de Freitas (PT). Em contato com esta Coluna, o dirigente classificou como ‘especulação’ os rumores que circularam nos últimos dias, na reta final da definição das chapas que vão disputar o Governo do Estado. “Está tudo acertado. Não tem mudança nenhuma”, afirmou.

Wagner afirmou que a ida de Roberto Cláudio para a chapa majoritária foi devidamente combinada com o comando nacional das siglas.

Os rumores ganharam força após a decisão do comando nacional da federação, que reúne União Brasil e Progressistas, de não apoiar Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e liberar as composições estaduais.

Nos bastidores, a leitura era que a liberação poderia abrir caminho para uma reacomodação no Ceará, onde a federação está posicionada ao lado da chapa majoritária de Ciro Gomes (PSDB). Wagner, entretanto, descarta a hipótese.

O grupo tem opositores, mas também aliados do governador Elmano de Freitas. Os presidentes dos dois partidos, União Brasil e Progressistas, Moses Rodrigues e AJ Albuquerque, respectivamente, são governistas.

Nas primeiras conversas de parceria, ainda no início deste ano e antes mesmo da confirmação da federação, a perspectiva era de que o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio disputasse uma vaga na Câmara dos Deputados com o objetivo de fortalecer a chapa. Ele acabou, porém, anunciado como candidato a vice-governador na chapa de Ciro.

Nas tratativas iniciais, havia uma perspectiva de eleger 4 ou 5 deputados federais pela federação no Ceará. A possibilidade de não alcançar esse número acendeu o alerta.

As mesmas fontes, entretanto, avaliam que não deve haver mudança de orientação no Estado em relação ao apoio a Ciro Gomes.

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