A Câmara dos Deputados rejeitou, por insuficiência de votos, a perda de mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Houve 227 votos a favor da perda do mandato e 110 contra, com 10 abstenções. Para aprovar a perda de mandato, seriam necessários 257 votos. Com isso, a representação da Mesa Diretora contra a deputada será arquivada.

Dos 22 deputados federais do Ceará, somente 4 votaram contra a cassação do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foram eles, André Fernandes (PL), Dayany Bittencourt (União), Dr. Jaziel (PL) e Luiz Gastão (PSD).

Outros 14 deputados do Ceará votaram pela cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL), foram eles AJ Albuquerque (PP), André Figueiredo (PDT), Célio Studart (PSD), Domingos Neto (PSD), Eunício Oliveira (MDB), José Airton (PT), José Guimarães (PT), Júnior Mano (PSB), Leônidas Cristino (PDT), Luizianne Lins (PT), Mauro Benevides (PDT), Moses Rodrigues (União), Robério Monteiro (PDT) e Vanderlan Alves (União Brasil).

A relatoria inicial do processo contra Zambelli coube ao deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que recomendava a manutenção do mandato, mas a CCJ o rejeitou.

Garcia argumentara que não havia provas da participação direta da deputada na autoria dos crimes e que os autos demonstrariam fragilidades de provas circunstanciais. Ele se baseou ainda em depoimento de testemunha da deputada, o perito Anderson de Jesus Anchieta Carvalho, que traçou um perfil de compulsão à mentira (mitômano) de Delgatti.

Depois foi votado o parecer do deputado Claudio Cajado (PP-BA) que recomendava a perda do mandato da parlamentar pela “incompatibilidade fática absoluta do encarceramento em regime fechado com o exercício do mandato”.

Cajado citou jurisprudência do STF, baseada no julgamento de ação penal contra o então deputado Nelson Meurer em 2018.

COMENTAR