A economia brasileira registrou a pior geração de empregos formais para um primeiro semestre desde 2020. Dados divulgados nesta quarta-feira, 29, pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o país criou 921.640 vagas com carteira assinada entre janeiro e junho de 2026, queda de 25% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo foi de 1,23 milhão de postos.
O desempenho representa o resultado mais fraco para os seis primeiros meses do ano desde o início da pandemia de covid-19. Em 2020, o mercado de trabalho fechou mais de 1 milhão de vagas formais.
O governo ressalta que comparações com períodos anteriores foram afetadas pela mudança na metodologia do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Apesar da desaceleração, o estoque de empregos formais continuou em alta. Ao fim de junho, o Brasil somava 48,03 milhões de trabalhadores com carteira assinada, acima dos 47,88 milhões registrados em maio e dos 47,07 milhões contabilizados em junho do ano passado.
Junho também registra o pior desempenho em seis anos
Somente em junho, o saldo foi de 145.160 vagas formais, resultado obtido com 2,22 milhões de admissões e 2,07 milhões de desligamentos.
O número representa queda de 10,4% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram abertas aproximadamente 162 mil vagas. Também foi o pior resultado para meses de junho desde 2020.







