O Brasil gasta pelo menos R$ 441 bilhões com assistencialismo, o dado é de levantamento do Poder360 com as principais iniciativas de transferência de renda dos governos federal e dos Estados e do Distrito Federal e dos gastos com assistência social nas 5.569 cidades brasileiras que têm prefeituras.
O Bolsa Família é o maior dos programas atualmente vigentes. Atendia 18,9 milhões de famílias e 49,4 milhões de pessoas (considerando todos do núcleo familiar) em outubro de 2025.
A iniciativa do governo federal custou um recorde de R$ 168,2 bilhões em 2024. Agora, em 2025, deve consumir um pouco menos do que isso: R$ 158,6 bilhões. Essa economia se dá a partir de um pente-fino que vem sendo feito para tirar, principalmente, pessoas que recebem o auxílio de forma indevida.
Não é possível estimar a quantidade de pessoas beneficiadas por programa sociais no Brasil. Isso porque as estatísticas de muitas das 5.569 cidades e dos 26 Estados e do Distrito Federal são ruins. As informações sobre esses gastos e seus beneficiários são quase sempre ocultas ou imprecisas.
Sabe-se que os principais programas do governo federal (Bolsa Família, BPC e Pé-de-Meia) têm, somados, 29,4 milhões de beneficiários. O número nacional de beneficiados por assistência social, no entanto, é muito maior do que esse.
No “welfare State” brasileiro, 6 programas ancoram a maior parte dos gastos: R$ 296 bilhões são para bancar Bolsa Família, BPC, Auxílio Gás –rebatizado de Gás do Povo–, Pé-de-Meia, Seguro Defeso e Garantia Safra. Os números dos benefícios trabalhistas estão mais abaixo nesta reportagem.
As despesas com os programas sociais citados acima subiram 1,7% neste ano na comparação com 2024, quando foram de R$ 291 bilhões em valores nominais. Essa alta modesta parece indicar um freio depois de 3 anos consecutivos com altas percentuais de 2 dígitos nessas despesas.
O BPC (Benefício de Prestação Continuada) e outras iniciativas mais nichadas (como o Seguro Defeso) seguem crescendo, mas o Bolsa Família passou por um pente-fino e diminuiu de tamanho. Deu um leve respiro ao Orçamento. Trata-se do maior programa social do país.
O custo do Brasil com a área social cresce pelo menos desde o início do século. Mas foi mesmo depois da pandemia que os gastos dispararam. De 2020 até o fim de 2025, o governo federal terá pago quase R$ 1,6 trilhão em benefícios.








