O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) em 54 ocasiões até junho deste ano, com custo total de R$ 940 mil aos cofres públicos. Dados obtidos pela Gazeta do Povo revelam que boa parte dos voos de Barroso entre Brasília e São Paulo não estava vinculada a compromissos oficiais, incluindo dez deslocamentos com apenas um passageiro a bordo.

Entre os casos destacados:

  • 23 voos classificados como “à disposição do Ministério da Defesa” (R$ 420 mil)
  • Viagens durante recesso judiciário (15 a 18/01) sem eventos na agenda (R$ 212 mil)
  • Deslocamento para receber comenda pessoal em Campinas (SP)
  • Participação em eventos acadêmicos e lançamento de livro próprio

O STF mantém sob sigilo detalhes sobre os passageiros e motivos específicos dos voos.

LEWANDOWSKI E MORAES TAMBÉM USARAM JATOS

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, aparece em 35 voos (R$ 678 mil), sendo 26 entre Brasília e São Paulo – a maioria em fins de semana. Alexandre de Moraes liderou o ranking de viagens sigilosas em 2023, utilizando brechas no Decreto 10.267/2020 que permite voos sem divulgação pública sob alegação de segurança.

O Tribunal de Contas da União, que por dois anos tentou tornar públicos os dados sobre uso de aeronaves oficiais, acabou aderindo ao sigilo. O presidente Vital do Rêgo utilizou jatos em voos com apenas três passageiros, justificando “agenda institucional”.

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