O barco que a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) foi interceptada nesta quarta-feira (1º) pela Marinha de Israel no Mediterrâneo, pela lei israelense, estrangeiros que tentam furar o bloqueio de Gaza podem ser deportados em até 72 horas. Israel mantém um bloqueio naval e terrestre sobre Gaza com objetivo de impedir o contrabando de armas para o grupo terrorista Hamas. O governo israelense acusa a Flotilha Global Sumud de ter vínculos diretos com o Hamas.

“Meu nome é Luizianne Lins, eu venho do Brasil, se você está assistindo esse vídeo, é porque eu fui sequestrada pelas forças de ocupação israelenses e levada contra a minha vontade. Peço ao meu governo para acabar com qualquer relação econômica com Israel e a me levar para casa”, disse a petista, em vídeo publicado no Instagram.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que “a Marinha israelense entrou em contato com a flotilha Hamas-Sumud e pediu que mude de rumo. Israel informou à flotilha que ela está se aproximando de uma zona de combate ativa e violando um bloqueio naval legítimo”. Apesar do alerta, os barcos seguiram navegando e foram abordados.

Segundo Israel, há documentos que apontam essa ligação, incluindo uma carta de 2021 de Ismail Haniyeh, então líder do grupo terrorista palestino, enviada à Conferência Popular para Palestinos no Exterior (PCPA), organização descrita por Israel como uma frente política ligada ao Hamas. As autoridades afirmam ainda que a flotilha atua “em coordenação com o Hamas sob pretexto civil”, navegando sem autorização e em violação do direito internacional.

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