Após a denúncia da Ceará Antenado, de que a advogada que atuava no processo do deputado federal Junior Mano (PSB), era Laura Azevedo Marques, filha do ministro Floriano de Azevedo Marques do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro decidiu se declarar suspeito de julgar qualquer ato proveniente ao caso.

“Tomei conhecimento, há pouco, de fato superveniente relacionado a processo de caráter sigiloso em trâmite no Supremo Tribunal Federal. Muito embora tais fatos, antes por mim desconhecidos, sequer tangenciem hipótese de impedimento, entendo inadequado prosseguir oficiando nos presentes feitos – vez que na jurisdição (e em especial na jurisdição eleitoral, onde as decisões afetam diretamente o equilíbrio da disputa) não pode o julgador estar sujeito a ilações ou suposições sobre a sua equidistância frente às partes. Assim sendo, com base no art. 145, § 1º, do CPC, declaro minha suspeição para atuar nos presentes feitos indicados e declino da relatoria dos processos alusivos à tutela de urgência e ao correlato recurso especial.”

O ministro Floriano de Azevedo Marques diz que a nova decisão sobre sua liminar, será tomada pelo novo relator do caso “Anoto que caberá ao novo Ministro relator designado apreciar a eventual manutenção dos termos da tutela de urgência por mim deferida”, afirmou em decisão liminar.

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