O regime da Nicarágua, comandado por Daniel Ortega e sua mulher, Rosario Murillo, parabenizou nesta segunda-feira, 26, Lula da Silva (PT) pela reeleição à Presidência do Brasil.

Na mensagem, os ditadores chamaram o petista de “companheiro” e “irmão”. Da mesma forma, manifestaram o compromisso de continuar trabalhando com o governo brasileiro.

Nicarágua segue outras ditaduras

“Em nome do povo e do governo da Nicarágua, nossas saudações e felicitações ao povo do Brasil pela bem-sucedida jornada eleitoral que ontem, domingo, protagonizaram”, escreveram Ortega e Murillo.

Em seguida, dirigiram-se diretamente a Lula: “Ao companheiro e presidente reeleito, irmão Luiz Inácio Lula da Silva, nossa saudação solidária no compromisso de continuar coincidindo e trabalhando juntos pela paz e um mundo melhor, digno, justo, fraternal e de avanços contra a pobreza”.

Os governos de Cuba e da Venezuela também haviam parabenizado Lula pela vitória eleitoral. A Argentina não se manifestou. O regime de Ortega é um aliado histórico do PT, mas as relações com o governo Lula enfrentaram tensões nos últimos anos.

Em 2024, Brasil e Nicarágua expulsaram os respectivos embaixadores depois que o representante brasileiro em Manágua, Breno de Souza Brasil Dias da Costa, não compareceu à cerimônia de aniversário da Revolução Sandinista.

Antes disso, o governo brasileiro havia pedido a libertação do bispo católico Rolando Álvarez, que ficou preso por mais de um ano e acabou expulso do país em janeiro de 2024.

No mesmo ano, Ortega criticou Lula por não reconhecer a vitória de Nicolás Maduro na eleição venezuelana. O líder nicaraguense chamou o presidente brasileiro de “submisso” e o acusou de querer ser o “representante dos ianques” na América Latina.

 

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