A rotina de policiais militares do Distrito Federal (PMDF) destacados para monitorar o cumprimento de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem sido marcada por improvisos, limitações estruturais e episódios inusitados, incluindo ataques de cães “caramelo” de estimação que moram na casa, em um condomínio no Jardim Botânico.

Segundo relatos obtidos pela coluna Na Mira, os agentes permanecem posicionados na parte externa da casa, sem acesso às áreas internas da residência. A equipe se divide entre a parte da frente e a área dos fundos do imóvel, onde também há presença de agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela proteção de ex-presidentes.

Dois cães sem raça definida — popularmente conhecidos como “vira-latas caramelo” — circulam livremente pela propriedade e já teriam atacado policiais em duas ocasiões distintas, segundo apurou a coluna com fontes policiais.

A operação também enfrenta limitações básicas. Os policiais não dispõem de estrutura adequada para longas permanências no local. Há apenas um banheiro localizado nos fundos da residência, utilizado de forma restrita.

Sem abrigo apropriado, muitos permanecem na garagem ou em áreas externas, expostos ao clima e sem espaço adequado para descanso. “Não tem estrutura. A gente fica basicamente na rua ou na garagem. É uma situação bem complicada”, afirmou uma fonte ouvida pela coluna.

Obrigações monitoradas

O cumprimento da prisão domiciliar envolve duas exigências principais: comparecimento periódico ao responsável pela equipe de serviço (um tenente designado), e apresentação formal ao chefe da equipe em horários determinados. Essas verificações são feitas diariamente e exigem atenção constante dos policiais destacados.

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