Os investigadores citam integrantes realizando segurança privada com armamento de grosso calibre, incluindo fuzis e veículos blindados. Para a PF, a estrutura tem “características típicas de organizações paramilitares” e era “colocada à disposição dos interesses da família Vorcaro”.
“Há indicativos de que tal aparato foi utilizado para garantir a segurança de empreendimentos e interesses econômicos do grupo, incluindo situações em que terceiros foram recebidos por indivíduos armados com fuzis e mediante o uso de veículos blindados, circunstâncias que, ao invés de transmitir segurança, causaram temor aos envolvidos”, aponta a PF.
Também é relatada uma reunião em que pessoas ligadas a Vorcaro teriam sido recebidas por homens armados e veículos blindados e que os eles afirmado terem se sentido como na “Rússia do Putin”.
“Narram ademais que [integrante da reunião] sequer conseguia abrir a boca — indicando extremo temor diante da situação — e que os visitantes falaram que se sentiram na ‘Rússia do Putin’ — conhecida por seu aparato militar estruturado e com muito poder de fogo”, diz trecho do relatório.