O Ministério Público da Bolívia emitiu nesta quarta-feira (29/07) um mandado de prisão contra o ex-presidente Evo Morales. A medida está relacionada aos bloqueios de estradas que se estenderam por mais de 50 dias em diferentes regiões do país, em protesto contra a gestão do presidente Rodrigo Paz.

A ordem de detenção foi emitida pelo procurador anticorrupção Brayan Melgar após uma denúncia protocolada no início de julho pelo Comitê Cívico Pro Santa Cruz, organização cívica conservadora do departamento que leva o mesmo nome.

Segundo a investigação, Morales é acusado dos crimes de insurreição armada contra a segurança e a soberania do Estado, terrorismo, atentado contra a segurança dos meios de transporte, associação criminosa, incitação pública à prática de crimes e atentado contra a segurança dos serviços públicos.

Segundo a investigação, Morales é acusado dos crimes de insurreição armada contra a segurança e a soberania do Estado, terrorismo, atentado contra a segurança dos meios de transporte, associação criminosa, incitação pública à prática de crimes e atentado contra a segurança dos serviços públicos.

Os protestos duraram 53 dias e só diminuíram após a Central dos Trabalhadores da Bolívia (COB) concordar em iniciar um diálogo com o governo. No entanto, outras organizações, como a Federação Camponesa Túpac Katari de La Paz, optaram por continuar as manifestações.

Em resposta, o presidente Paz anunciou um estado de emergência para, como afirmou, “restaurar” a normalidade no país, o que efetivamente pôs fim aos protestos de rua.

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