Quatro colombianos e uma brasileira foram soltos nessa quarta-feira, 25, em audiência de custódia após serem presos na terça-feira, 24, acusados de extorsão e ameaças a um comerciante no município de Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O grupo teria extorquido mais de R$ 80 mil da vítima.
Conforme a decisão do juiz, o grupo teve a liberdade concedida sob a condição de cumprir medidas cautelares, como comparecer ao Fórum quando chamados e não sair do município onde residem. Em caso de descumprimento, segundo a decisão, os suspeitos voltam a ser presos.
Ainda nos autos, o juiz autorizou a Polícia Civil do Ceará (PC-CE) e a Perícia Forense (Pefoce) a acessar os dados dos aparelhos apreendidos com os suspeitos, entre mensagens, fotos e e-mails. A investigação tem um prazo de 30 dias para entregar um relatório detalhado sobre o que encontrou nesses aparelhos.
Enquanto isso, os suspeitos identificados como: Marleide Monteiro Silva Santos, Diego Cardona Botero, William Bolivar Ospina, Alejandro Ciro Montes e Jerson Daniel Rayo Castillo, com idades de 49, 24, 23, 21 e 23 anos, seguem em liberdade.
Por se tratar de estrangeiros, o Poder Judiciário acionou a International Criminal Police Organization (Interpol) para verificar se os suspeitos são procurados em outros países ou se possuem antecedentes fora do Brasil.
O caso aconteceu após a vítima do grupo criminoso denunciar as ameaças à Delegacia de Cascavel. Após abertura da investigação, foi identificado que, ao longo de 90 dias, o grupo passou a ameaçar o comerciante após o empréstimo inicial de R$ 30 mil e que, posteriormente, mais valores foram sendo cobrados.
O delegado titular de Cascavel, Josafat Filho, revelou que foram registradas ligações com ameaças contra a vítima e familiares.
Além disso, membros do grupo teriam chegado a rondar o estabelecimento da vítima em motocicletas, como forma de intimidação. Houve ainda uma tentativa de subtração do veículo do comerciante.
Na terça-feira, eles foram presos e encaminhados para a Delegacia de Cascavel. Na unidade, foram autuados por crimes de associação criminosa, extorsão, receptação qualificada e crime de agiotagem.
Fonte: O Povo








