Um mês depois de ser presa, uma advogada cearense suspeita de atuar como “porta-voz” de facções criminosas no Estado foi solta. Priscila Carvalho Melo deixou a Unidade Prisional Feminina Desembargadora Auri Moura Costa (UPF) na última quinta-feira (6), após a Justiça entender que a conduta dela não se enquadrava no crime de integrar organização criminosa, mas, sim, no delito de favorecimento real, que significa prestar auxílio a criminoso. Neste caso, a pena é branda e de, no máximo, seis meses de detenção.

A outra advogada presa na Operação Impacto VII, deflagrada pela Polícia Civil do Ceará (PC-CE) no último 30 de junho, segue presa e investigada por integrar o crime organizado. Maria Viviane de Vasconcelos Silva foi capturada na própria casa, em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Conforme documentos obtidos pela reportagem, ela não teria sido beneficiada com a soltura coletiva porque a investigação teria sustentado que ela teria usado suas prerrogativas de advogada para servir de elo para a extinta facção Guardiões do Estado (GDE), levando e trazendo ordens, recados e “decretos” de líderes presos para suas tropas em liberdade.

Também teria sido comprovado que ela teria recebido e repassado valores destinados a familiares de detentos. Além disso, ela teria transmitido pedidos de armas para enfrentamento a facções rivais e repassado ordens para a expansão do domínio do tráfico em Fortaleza.

Fonte: DN

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