O Ceará chega à esta quinta-feira, 1°, dia internacional do idoso, com uma marca que deixa poucos motivos para celebrar. O número de denúncias de violência contra pessoas na terceira idade cresceu 61% durante o período pós-pandemia (2023-2026), e este ano, já está próximo à casa das 6 mil reclamações.
Dados do Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos indicam que o Estado registrou 5.745 denúncias de violção de direitos de idosos entre janeiro e setembro deste ano, 61% a mais que no primeiro ano de retorno da pandemia, 2023, quando 3.554 casos foram reportados.
As denúncias contabilizadas pelo Painel são feitas através da plataforma Disque 100, onde o denunciante pode relatar simultaneamente um ou mais tipos de violência que o idoso está sofrendo.
A violação mais recorrente é a violência física, presente em oito a cada dez denúncias feitas ao Disque 100.
Para o promotor de justiça do Ministério Público do Ceará (MPCE) em Fortaleza, Germano Guimarães Rodrigues, essa alta dos números não significa necessariamente que o número de casos aumentou, mas sim que as pessoas estão denunciando mais as ocorrências de violação dos direitos do idoso.









