Ceará registrou a maior taxa de homicídios femininos do Brasil, sendo 6, 2 vítimas por cada 100 mil mulheres, mas contou coma segunda menor taxa de feminicídio nacional (1,0), em 2025. As informações são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira, 23.
O levantamento ainda apontou Maranguape como a cidade mais violenta do País.
Em números absolutos, neste ano, foram 297 casos, de homicídios contra o gênero feminino, e 47 ocorrências de feminicídios. Diante dos dados, o Ceará foi visto como um caso particular pelo Anuário.
“É um contraste que não é casual, já que historicamente as forças de segurança cearenses parecem acionar pouco a categoria “feminicídio” na classificação das mortes violentas de mulheres, incorporando a maior parte desses casos ao conjunto dos homicídios femininos”, atribui o Anuário.
Em 2025, 44,4% dos homicídios de mulheres registrados no Brasil foram classificados pelas polícias como feminicídio. Em algumas unidades da federação, contudo, essa proporção se aproxima de 70%, como no Acre, no Distrito Federal e em Sergipe. No Ceará, por outro lado, apenas 15,8% das mortes violentas de mulheres receberam essa classificação.
“Essa discussão chama atenção para um aspecto frequentemente negligenciado dos registros policiais. A fronteira entre o que é registrado como feminicídio e o que permanece classificado como homicídio comum de mulher não é determinada exclusivamente pelas circunstâncias do crime, mas também pelas práticas cotidianas de investigação e registro adotadas pelas polícias”, destaca o texto.







