Olha o nível que chegou o Ceará, caminhões de empresas do setor de água mineral estão sob escolta durante as entregas em Fortaleza após uma onda de ameaças e extorsões promovidas por facções criminosas. Rotas em bairros como Cidade 2000, Aldeota, Meireles e Edson Queiroz já registram o procedimento de segurança.

A pressão também se faz presente aos comércios locais. Criminosos estariam indo pessoalmente aos estabelecimentos e enviando ameaças por ligações e WhatsApp para cobrar “pedágios”.

Uma fonte que atua no comércio de garrafões em Fortaleza relatou ao O POVO o clima de insegurança imposto pelo crime. “Para comprar água nos bairros de periferia está difícil. A situação que antes parecia restrita aos distribuidores agora chegou à porta do nosso comércio. Eles cobram o pedágio e, se não pagar, a ordem é não vender”.

Um registro da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), obtido pelo O POVO, mostra como os criminosos estão agindo nas áreas periféricas. A ocorrência policial, despachada às 17h03 de 3 de novembro de 2026, classifica a ação como “grupo criminoso” e “ameaça a moradores”.

No registro do sistema, o solicitante anônimo relata que uma facção proibiu o abastecimento de água potável na comunidade, ressaltando que a distribuidora está proibida de adentrar o local.

A denúncia aponta para a rua Hildebrando Pereira, nas proximidades de uma associação de crianças carentes, na comunidade Rosalina, bairro Parque Dois Irmãos.

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