Ciro Gomes se pronunciou nas redes sociais após o resultado da eleição para o Governo do Ceará e anunciou que sua campanha apresentou uma reclamação à Justiça para questionar o processo eleitoral. No manifesto, o candidato afirmou que não cumprimentou Elmano de Freitas pela vitória e contestou a legitimidade do resultado.

“Ele não ganhou, ele e sua organização criminosa tomaram as eleições!”, declarou Ciro, ao afirmar que considera ter sido prejudicado durante a disputa.

O candidato agradeceu aos 2.498.890 eleitores que votaram em sua candidatura e afirmou que os votos não foram suficientes para superar o que classificou como uma “poderosa e desonesta máquina de corrupção, fraude e manipulação judicial”.

No manifesto, Ciro afirmou que já venceu e perdeu eleições ao longo de sua trajetória política e que nunca havia repudiado o resultado das urnas.

Segundo ele, desta vez decidiu questionar o resultado após consultar o setor jurídico de sua campanha. “Por isto, consultado pelo jurídico de nossa campanha, concordei que fosse feita uma reclamação à Justiça”, escreveu.

Ciro afirmou ainda que não acredita na Justiça brasileira, mas disse considerar importante registrar formalmente os questionamentos sobre a eleição.

No manifesto, ele citou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e afirmou que, fora da condição de integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele teria sido responsável pelo que classificou como uma “fraude final” contra sua candidatura.

Ciro alegou que Toffoli autorizou mais de 900 comerciais de Elmano de Freitas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e candidatos ao Senado durante a sexta-feira e o sábado anteriores à eleição.

O candidato também afirmou que a legislação eleitoral proíbe propaganda nesses dois dias que antecedem a votação e questionou o possível impacto da veiculação dos comerciais sobre o resultado.

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