O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (5) que o segundo turno da eleição presidencial brasileira era “esperado”. A nova votação, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), está marcada para 25 de outubro.
– Foi para o 2° turno e todos esperavam que isso fosse acontecer. Vamos ver como as coisas se desenrolam – disse Rubio a jornalistas antes de embarcar para a Islândia. A resposta durou menos de dez segundos e não mencionou nenhum dos dois candidatos.
A declaração foi dada um dia depois de Flávio terminar o primeiro turno à frente de Lula. O candidato do PL teve 47,03% dos votos válidos, ou 56.104.503 votos, enquanto o petista recebeu 45,16%, equivalente a 53.879.538 votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O governo de Donald Trump tem evitado manifestar preferência por um dos candidatos, embora exista afinidade ideológica entre o presidente americano e o grupo político de Flávio. Em declarações anteriores, Trump afirmou que acompanha a eleição brasileira “bem de perto”.
Também nesta segunda-feira, Trump comentou o resultado da eleição brasileira em uma publicação na rede social Truth Social. O republicano destacou a rapidez da apuração brasileira e aproveitou o tema para criticar o processo eleitoral dos Estados Unidos, comparando o tempo de divulgação dos resultados no Brasil com a demora na contagem de votos em cidades e estados americanos.
– 125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram pouco depois do encerramento da votação, NO MESMO DIA! Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e várias outras cidades e estados dos EUA, os resultados, com números muito menores, muitas vezes levam semanas para serem fraudados – quer dizer, calculados. A votação nos Estados Unidos é CORRUPTA!!! – afirmou.
As cidades citadas por Trump são administradas por democratas. A manifestação ocorre durante a preparação para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, nas quais os republicanos buscam manter o controle do Congresso.








