As obras do Metrofor na avenida Santos Dumont apresentam um histórico de erros de execução e gastos adicionais. Em junho deste ano, a intervenção para implantação da Linha Leste provocou o bloqueio temporário da via e preocupação entre funcionários e moradores do entorno do cruzamento das ruas José Vilar e Nunes Valente após a perfuração de uma rede de distribuição de gás natural da Companhia de Gás do Ceará (Cegás). O episódio se soma a outros custos apontados na obra, como os R$ 25 milhões estimados para retirar uma tuneladora de um túnel escavado fora do trajeto e os R$ 16 milhões previstos para uma laje metálica que anteciparia a liberação do trânsito.
À época, segundo a própria Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), foi necessário retirar todos os trabalhadores do local e isolar imediatamente a área após a detecção do vazamento de gás. A Cegás informou que a perfuração ocorreu sem comunicação prévia, embora o consórcio estivesse ciente dos “procedimentos de orientação relacionados à execução de obras em vias públicas”.
Três condomínios residenciais localizados entre as ruas José Vilar e Nunes Valente ficam próximos à área onde o vazamento foi detectado. Os moradores foram orientados a permanecer em suas residências.
O incidente ocorreu por volta das 10 horas. Segundo trabalhadores, a situação foi provocada por um “erro de planejamento” da empresa terceirizada. A perfuração foi percebida por uma moradora da região, que avisou aos trabalhadores que um “cano de gás” havia sido atingido.






