O debate entre os candidatos ao Senado pelo Ceará promovido pelo g1, na tarde da última segunda- -feira (21), colocou em discussão temas como o avanço das facções criminosas, a segurança pública e a relação entre os Poderes. Na discussão sobre o crime organizado, Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede) concentraram as propostas em medidas de alcance nacional, com defesa de maior integração entre União, estados e municípios, inteligência policial e políticas de prevenção
Já no debate sobre a relação entre os Poderes, os dois defenderam mecanismos de controle sobre o Judiciário, mas não apresentaram uma posição direta favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O Ceará aparece entre os estados com municípios no topo do ranking nacional de mortes violentas intencionais.
Segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho com dados de 2025, três cidades cearenses estão entre as dez maiores taxas do País. Maranguape ocupa a primeira posição, com 100,3 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes. Maracanaú aparece em terceiro, com 80,7, e Caucaia em sétimo, com 66,6.
O cenário também é marcado pela atuação de organizações criminosas em diferentes territórios do Estado. Em 2025, Maranguape registrou 106 mortes violentas intencionais, em um contexto de disputa territorial entre facções, segundo levantamento divulgado pelo UOL com base em dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
Durante o debate, porém, Cid e Luizianne direcionaram suas respostas principalmente para estratégias de âmbito nacional. Cid destacou a atuação do PCC e do Comando Vermelho em diferentes estados e defendeu uma política federal de combate às facções, com reforço da inteligência policial. Luizianne defendeu a criação de um sistema único de segurança pública e enfatizou medidas de prevenção ao recrutamento de jovens, com investimentos em educação, cultura e emprego.
Conclusão
As respostas ficaram concentradas, portanto, em políticas de integração entre os entes federativos, inteligência e prevenção. A discussão não avançou de forma específica sobre questões que afetam diretamente o Ceará, como o domínio territorial de organizações criminosas, a expulsão de moradores de determinadas comunidades e a capacidade de investigação e esclarecimento de crimes no Estado.






