Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede) não responderam diretamente se apoiariam o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ausência de uma posição específica dos dois candidatos ao Senado chama atenção em meio à pressão sobre a Corte e contrasta com as manifestações de Capitão Wagner (União Brasil), Alcides Fernandes (PL) e General Theophilo (Novo), que se posicionaram favoravelmente à possibilidade de afastamento de ministros do Supremo.
Cid já defendeu publicamente o impeachment de ministros em situações que classificou como escandalosas, mas não respondeu ao questionamento sobre Moraes. Luizianne, por sua vez, declarou em sabatina ser contra o que chamou de “impeachment político”, sem dizer se aplicaria a mesma posição ao caso do ministro.
A discussão ocorre em meio aos desdobramentos envolvendo Moraes e a investigação que reúne dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O material analisado pela Polícia Federal inclui mensagens relacionadas a Moraes, que passaram a integrar o debate político e jurídico sobre a atuação do ministro. O caso ganhou repercussão nacional diante dos questionamentos sobre possíveis contatos entre integrantes do Judiciário, autoridades e personagens envolvidos nas investigações relacionadas ao Banco Master.
A partir dos documentos analisados, diferentes atores políticos passaram a cobrar esclarecimentos e a discutir a possibilidade de responsabilização de ministros do Supremo. A discussão sobre impeachment, no entanto, segue rito constitucional específico. Cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade, conforme estabelece o artigo 52 da Constituição.
Eventual abertura de processo depende, portanto, da tramitação política e jurídica prevista para esse tipo de denúncia. O tema também ganhou espaço na disputa eleitoral porque os candidatos ao Senado podem, caso eleitos, participar diretamente de eventuais processos dessa natureza. As duas vagas em disputa no Ceará serão preenchidas em 2026, e os eleitos terão mandato de oito anos.
No outro lado do debate, Capitão Wagner condicionou eventual apoio ao impeachment à existência de investigação e comprovação de crime de responsabilidade. Alcides Fernandes declarou ser favorável ao afastamento, enquanto General Theophilo também defendeu o uso dos mecanismos constitucionais de responsabilização quando houver fundamento legal. Enquanto os três candidatos apresentaram posições sobre o mecanismo de responsabilização, Cid e Luizianne mantiveram distância de uma manifestação direta sobre o caso.






