O subprocurador-geral da República André de Carvalho Ramos, designado para o caso Banco Master, leciona na USP ao lado do ministro Alexandre de Moraes. A disciplina que compartilham aborda os impactos das novas tecnologias na ordem jurídica. A escolha de Ramos ocorre depois de investigações da PF sobre Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que mencionou Moraes, Gonet e outros em mensagens tentando evitar medidas contra o banco.

O subprocurador-geral da República André de Carvalho Ramos, escolhido pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para atuar no caso Banco Master, compartilha a docência de uma disciplina de pós-graduação na Universidade de São Paulo (USP) com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ramos e Moraes lecionam a disciplina “Direito Digital: Novos desafios da Democracia, Constituição, Direitos e Desenvolvimento”, no programa de pós-graduação em Direito da USP. O ministro do Tribunal Superior Eleitoral André Ramos Tavares também é responsável por ministrar o curso.

De acordo com a USP, a disciplina aborda os efeitos das novas tecnologias sobre a ordem jurídica, além de temas como desinformação, manipulação algorítmica e liberdade eleitoral.

Atuação no caso Master

O subprocurador deve trabalhar ao lado do próprio procurador-geral e do vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand. A escolha ocorreu em meio às revelações da Polícia Federal (PF) sobre as relações de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, com autoridades.

O relatório da PF registra mensagens de Vorcaro que fazem referência a Moraes, Gonet e ao diretor-geral da própria corporação, Andrei Rodrigues.

Segundo a investigação, em uma das conversas, o ex-banqueiro pediu a Moraes, que acionasse “Andrei e Paulo”. De acordo com a PF, Vorcaro tentava evitar uma medida contra o Master.

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