Passados 50 dias da abertura do inquérito, porém, a PF não pediu diligências investigativas relevantes a Mendonça. Nesse período, contudo, a corporação solicitou diligências sobre o caso a Dino, que relata investigação sobre o uso irregular de emendas parlamentares para bancar o filme.
Na quinta-feira (10/9), por exemplo, Dino atendeu a um pedido da PF e autorizou operação de busca e apreensão contra diversos alvos da investigação. Entre eles, Karina da Gama, dona da produtora responsável pelo filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor executivo da obra.
Segundo fontes da PF ouvidas pela coluna, a decisão de não apresentar pedidos a Mendonça ocorreu por questão de estratégia e desconfiança em relação ao ministro. A corporação preferiu enviar as solicitações a Dino, considerado mais alinhado ao governo Lula e à atual cúpula da PF.
“Há diligências que independem do relator (Mendonça). Não queremos atrapalhar uma investigação com um relator (Dino) sério, que avançou muito ontem, por exemplo”, explicou um delegado da diretoria da PF.
A ausência de pedidos da PF a Mendonça no caso Dark Horse fragiliza críticas feitas por setores do governo Lula de que o ministro estaria atuando para proteger Flávio. Esse cenário, segundo apurou a coluna, tem estimulado Mendonça a abrir o sigilo do inquérito para expor a situação.