Gilmar já havia defendido a mudança ao presidente do STF, Edson Fachin, durante uma conversa na quinta (3/9). Uma das críticas apresentadas à presença de delegados nos gabinetes é o risco de servidores da própria PF passarem a influenciar o andamento de investigações supervisionadas pelos ministros.
A discussão ocorre durante a crise provocada pelas apurações do caso Master e a escalada de tensão entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Os dois e Flávio Dino são os únicos magistrados que têm policiais federais ou militares em seus gabinetes.
Segundo dados de setembro do Portal da Transparência do STF, cinco servidores cedidos por órgãos policiais estão lotados em gabinetes de ministros e poderiam ser alcançados pela mudança.
Três trabalham com Mendonça — dois vindos da Polícia Federal e um da Polícia Civil do Distrito Federal. Moraes tem um servidor cedido pela PF, e Dino, um da Polícia Militar do Maranhão. Os cinco exercem funções de assessoramento ou assistência nos gabinetes.