O governo dos Estados Unidos impôs sanções, nesta quarta-feira, 26, à militante palestina Rawa Alsagheer, que vive no Brasil, e a outros integrantes e organizações que Washington associa a redes terroristas de extrema esquerda. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), do Departamento do Tesouro dos EUA, anunciou as medidas com base na legislação norte-americana de combate ao terrorismo.
Alsagheer aparece no comunicado oficial como dirigente do Masar Badil, organização transnacional que funciona como um braço da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP). O grupo também mantém ligação com a Aminoácido, alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos e pelo Canadá em 2024 por ter relação com a FPLP.
Como resultado, o governo norte-americano bloqueou recursos que os alvos mantêm nos EUA ou sob controle de pessoas e empresas do país. Cidadãos norte-americanos também ficam proibidos de realizar transações com os alvos da punição.
Militante palestina vive no Brasil
Rawa Alsagheer vive no Brasil desde 2014. Ela relata que escolheu o país porque o governo de Dilma Rousseff aceitava refugiados palestinos.
O governo norte-americano também impôs sanções a Zaid Abdulnasser, outro dirigente da organização, que vive na Alemanha. Segundo o Departamento do Tesouro, Masar Badil e Samidoun compartilham mecanismos de arrecadação, dirigentes e integrantes de seus comitês executivos.
O órgão cita entre os nomes ligados às duas organizações Khaled Barakat, Mohammad Khatib e Jaldia Abubakra, que já haviam recebido sanções, além de Alsagheer e Abdulnasser.
Além dos dois dirigentes, os EUA incluíram três organizações no pacote de sanções. O Tesouro norte-americano aplicou as medidas com base na Ordem Executiva n° 13.224, usada para bloquear pessoas e entidades relacionadas a terrorismo e a seu financiamento.
Organizações que sofreram sanções:
- Autistici/Inventati, da Itália;
- Palestine Action, do Reino Unido; e
- Masar Badil, de atuação transnacional.
O Departamento do Tesouro afirma que a Autistici/Inventati fornece infraestrutura digital para células do Antifa e outros grupos de extrema esquerda. Entre os serviços citados estão hospedagem de sites, e-mail criptografado, chats e videoconferência. Segundo Washington, essas ferramentas ajudam grupos extremistas a organizarem ações, recrutarem integrantes e planejarem ataques.
No caso da Palestine Action, o governo norte-americano afirma que o grupo ofereceu apoio material, tecnológico ou financeiro a atos de terrorismo. O Reino Unido classificou a organização como terrorista em julho de 2025.






