As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o Shin Bet, serviço de segurança interna do país, acusaram o Hamas, nesta quinta-feira, 20, de interrogar e torturar palestinos dentro do Hospital Nasser, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.

Segundo os órgãos israelenses, integrantes da segurança interna e da inteligência militar do Hamas atuam no segundo andar do edifício Yassin, onde ficam os ambulatórios. Outro espaço do hospital, que já funcionou como escritório, cafeteria e local de oração, também seria usado para interrogatórios.

Israel afirma que o grupo ainda utiliza o complexo para tortura e arrecadação de dinheiro, sem relação com os serviços médicos. Pacientes e funcionários convivem com a presença constante de terroristas em diferentes pontos do hospital, alguns deles mascarados, conforme as informações divulgadas por Israel.

As FDI e o Shin Bet atribuem essa movimentação ao enfraquecimento do apoio ao Hamas entre os moradores de Gaza. Na avaliação dos órgãos, o grupo teme perder o controle sobre a população e, por isso, intensificou a atuação de seus serviços de repressão.

A acusação sobre o Hospital Nasser se soma a uma série de denúncias feitas por Israel sobre o uso de estruturas civis pelo Hamas. Antes mesmo da atual guerra, em 2022, as FDI apresentaram a jornalistas estrangeiros locais que, segundo os militares, abrigavam túneis e instalações para armas próximos a escolas, universidades, mesquitas e outras áreas civis.

As denúncias ganharam destaque depois do começo da guerra, em 2023. Israel acusou o Hamas de manter estruturas militares no Hospital Al-Shifa, em Gaza, onde suas tropas posteriormente encontraram um túnel subterrâneo. Desde então, as forças israelenses também atribuíram ao grupo o uso de outras unidades de saúde e escolas para atividades militares. O Hamas nega as acusações.

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